Os números fazem parte do terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (21/9).Na pesquisa anterior, de maio, no início da colheita, a Conab havia estimado a safra em 45,5 milhões de sacas (menos 11,3% ante a safra 2016).
A produção brasileira de arábica, que corresponde a cerca de 80% do total produzido no País, deve atingir 34,07 milhões de sacas. "A bienalidade negativa na maior parte dos Estados produtores acarreta uma produtividade média menor do que a da safra anterior", informa a Conab, em nota.
Na projeção de maio, a safra de arábica foi estimada em 35,4 milhões sacas.A produção brasileira prevista de conilon deve alcançar 10,71 milhões de sacas. "A estimativa é de que a produtividade se recupere frente à forte escassez de chuvas dos últimos anos", diz a Conab.
Na pesquisa anterior, a safra de conilon foi estimada em 10,1 milhões de sacas.Em Minas Gerais, principal Estado produtor, a produção de café deverá ser 20,7% menor do que na safra 2016, também por causa da bienalidade negativa.
O Estado deverá colher 24,04 milhões de sacas de arábica e 334,1 mil sacas de conilon, totalizando 24,38 milhões de sacas.No Espírito Santo, segundo principal produtor, a queda na produção total deve ser de 1,5%. "Entre as razões estão as condições climáticas desfavoráveis atravessadas pelas lavouras de conilon em 2016 e a falta de mudas para plantio", segundo a Conab. Há também o ciclo de bienalidade negativa no arábica.
A estimativa é de que o Estado produza 5,9 milhões de sacas de conilon e 2,9 milhões de sacas de arábica, o que dá um total de 8,8 milhões de sacas.Em São Paulo deverão ser colhidas 4,37 milhões de sacas por causa do ciclo de bienalidade negativa e do alto índice de podas. A produção deverá atingir 3,36 milhões de sacas na Bahia; 1,94 milhão de sacas em Rondônia; 1,21 milhão de sacas no Paraná; 349,1 mil sacas no Rio de Janeiro; 180,1 mil sacas em Goiás; 84,5 mil sacas em Mato Grosso e 7,5 mil sacas no Amazonas.
A área total cultivada com café no País deve alcançar 2,21 milhões de hectares, dos quais 345,19 mil hectares em formação e 1,86 milhão de hectares em produção.Conforme a Conab, estima-se a produtividade em 24,02 sacas por hectare, equivalendo a uma redução de 8,8% em relação à safra passada. "A redução deve ocorrer em quase todas as principais regiões produtoras, principalmente onde predomina o cultivo de arábica, sendo que a bienalidade é negativa nessa safra", explica a Conab.