O menor volume impactou negativamente a receita dos exportadores, que caiu 7,3% na mesma comparação, totalizando US$ 283,4 milhões. O movimento foi registrado mesmo com um preço praticado em julho 4,1% maior que o do mesmo período em 2016: US$ 161,78 a saca, em média.
“Alguns fatores influenciaram o volume, que ficou foi abaixo do que havíamos estimado”, afirma Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé, no comunicado divulgado pela instituição que representa os exportadores.
A expectativa do Conselho era a da safra nova acelerar o ritmo das exportações a partir do segundo semestre. No entanto, à medida que colheita foi avançando, especialistas apontaram preocupações em relação à qualidade do produto, além de um beneficiamento mais lento.
Na visão do CeCafé, o resultado das vendas externas de julho ainda refletem uma lentidão na chegada do café novo ao mercado. “Os estoques de passagem estavam em níveis reduzidos. Além disso, a nova safra entrou em velocidade reduzida, enfraquecendo a oferta”, diz Carvalhaes.
As exportações brasileiras de café verde totalizaram 1,51 milhão de sacas de 60 quilos em julho, queda de 8,1% em relação a julho de 2016. Os embarques de arábica foram de 1,49 milhão de sacas (-6,9%) e os de robusta foram de 16,3 mil (-57,3%).
As vendas externas de café industrializado foram equivalentes a 236,5 mil sacas em julho, queda de 25,7%% em relação a julho de 2016. Os embarques de torrado e moído foram de 919 sacas (-67,6%) e os de solúvel foram de 235,6 mil (-25,4%).
“Avaliamos que até setembro as exportações devam retomar os níveis normais, pois o resultado da colheita está entrando, ainda que lentamente, no mercado”, acredita Nelson Carvalhaes.